9 de dezembro de 2013

descobrido o caminho da espiritualidade

Eu cresci em uma família tradicional e bastante conservadora, o que me fez em partes, ser bastante rebelde (como oposição por não concordar com muitas coisas) e conservadora ao mesmo tempo, afinal, a influência dos nossos pais na formação de nossos valores é algo mais forte do que podemos supor e não tem rebeldia que mude. E nesse caos, na maior parte do tempo vivi em uma luta interna entre o que estava enraizado no meu coração e entre o que eu queria ser. Isso é uma coisa realmente difícil de lidar, mas uma grande dádiva também, pois com o tempo percebi que o caminho que molda quem nós somos é muito mais rico quando lapidamos passo a passo, descoberta a descoberta.


Nos últimos 2 anos, tomei uma decisão difícil para mim, mas igualmente necessária. Decidi deixar de lado a minha espiritualidade e passei a olhar para o mundo sobre a lente do materialismo. Então os livros foram meus maiores amigos. Passei a debater muito e me focar totalmente no entendimento das relações que moldam esse mundo. E foi quando cheguei a conclusão que 99,9% das minhas crenças eram construções determinadas por uma série de fatores históricos e grande parte delas, delírio. E sabem? Isso me fez uma pessoa infinitamente melhor como ser-humano. No começo foi até quem bem difícil (porque eu sempre tendia a rejeitar algumas coisas), mas com muita determinação, prossegui na minha busca pelo que é racional e isso permitiu analisar e entender melhor meus próprios julgamentos sobre as pessoas e a sociedade. Freud, Marx, Bakunin, Nietzsche, Dawkins... foi na leitura de seus escritos (e de tantos outros) que eu cheguei a conclusão do quanto eu era pobre de espírito, preconceituosa, arrogante, ignorante e mesquinha.

E isso me fez uma pessoa melhor, porque me conectou a outros seres-humanos, a suas necessidades, a minha injustiça. Me fez entender que um mundo melhor é sim possível e que é nossa tarefa cria-lo. E o mais importante de tudo, me fez entender que não importa o céu, nem o limbo, nem outro plano espiritual, nem mesmo a próxima reencarnação. Importa o aqui e o agora e quem nós somos hoje.  Porque enquanto não entendermos isso, nunca seremos pessoas melhores. 

E por mais que seja irônico pra muita gente, foi com os ateus que eu passei a acreditar na capacidade humana de aprender, reconstruir e evoluir. Isso me fez amar as pessoas como jamais antes eu havia amado. Nenhum deles disse que deveríamos amar uns aos outros, mas o entendimento das suas ideias gerou no meu coração o amor pela humanidade. E no fim, o que restou é a ideia ainda mais forte de que o mundo não é só o que conhecemos. Mas que o que realmente importa, é não esquecermos de que é nele que vivemos.


E por fim, assim como eu senti a necessidade de desenvolver o entendimento sobre as coisas materiais, comecei a sentir novamente a necessidade latente de me voltar à aquilo que eu havia deixado de lado. Precisava buscar o entendimento de coisas que ainda não compreendo totalmente, mas que pra mim são muito importantes. E a vida acabou me trazendo uma luz... retomando meus planos de estudar profundamente a teoria espirita em 2014.


Eu acredito que todas as religiões tem grande contribuição na explicação de coisas referentes a espiritualidade, algumas mais e outras menos. O critério de julgamento que eu uso é sempre o desenvolvimento histórico. Algumas se solidificaram em tradições condensadas, cheias de dogmas e nisso perderam a essência, tomando o mito pela verdade absoluta. É o caso das religiões abraâmicas que representam a maioria do nosso planeta. infelizmente, na minha opinião, nelas é mais fácil se perder, do que se achar. Um grande labirinto. Não tanto pelos seus princípios, mas pela distorção e a estagnação que eles sofrem há milhares de anos. E apesar do espiritismo ser um desenvolvimento do cristianismo, nele ainda há espaço para questionamentos e nesse sentido, é muito menos dogmático. 

Me recordo que meu primeiro contato com o espiritismo foi tipo: UAU, fantástico! Eu já conhecia a bíblia sagrada de cabo a rabo e muitos outros livros da tradição judaica, então acabei captando os princípios gerais bem rapidamente e ficando muito curiosa pra saber mais detalhadamente o que o próprio Kardec havia escrito. E apesar de achar que há muito alucinação nesse meio e gente que delira dizendo que o espirito X ou Y falou com ele, há muita coisa boa pra se aprender, sobretudo com as pessoas. Pois é, eu tenho uma sensação de que espiritas são pessoas mágicas. Claro que é um generalização boba, mas me recordo de um dia entrar na casa de uma pessoa e me sentir tão bem, mas tão bem que acabei perguntando se ela era espirita. rsrsrs E sim, ela era. 

Essa impressão se dá pelo fato de que estou acostumada com pessoas intolerantes e que julgam tudo a todo momento. Minha infância no cristianismo foi de auto-flagelo mental. A todo momento vamos pro inferno, somos pecadores e precisamos de Deus para tudo (como se não tivéssemos autonomia). Isso me machucou muito, e por um tempo, guardei grande magoa dos cristãos. Ir a igreja era uma obrigação, havia regras sobre como nos vestir ou portar e o pior, estavam sempre a julgar o mundo, sem nem mesmo tentar entende-lo. Isso me matava. Mas dai um dia acabei sentando em uma gostosa manhã de sábado para conversar com um grupo de jovens espiritas e me senti acolhida como nunca. Quando eu dei minha opinião sobre algo, ninguém me olhou como se eu fosse uma herege. Pelo contrário, cada hipótese era debatida, tentávamos achar denominadores comuns para os fatos e o mais legal de tudo, não tinha divisão entre o "coisas do mundo" e nós "os santificados". Nós eramos o mundo, como outros, buscando ser pessoas melhores em todos os níveis. Não eramos uma casta santificada esperando alguém voltar e nos levar para o céu enquanto o resto do mundo seria jogado no inferno pra sempre. 

Eles me ensinaram a não guardar magoas do que já foi e me ajudaram a entender o quão importante foi a minha infância no cristianismo (mesmo com toda dor). Sabem.... é engraçado, os cristãos geralmente fazem a caveira dos espiritas. São os primeiros a apontar o dedo e dizer que o que eles fazem os levarão por inferno eterno e tudo mais. No entanto, os espiritas tem uma grande consideração por eles, e todo o respeito. Eles entendem e conhecem mais de Jesus Cristo do que 99% dos cristãos que eu conheço. 

E é sobre isso esse post! Enquanto a maior parte das religiões se foca no julgamento do que é certo e errado e está mais preocupada em apontar o dedo para o outro, há outras que se focam na evolução dos espíritos e no amor entre as pessoas. E hoje, não há mais nada que me convença que alguém detêm uma verdade universal. Somos todos ignorantes, em busca de respostas. E quanto antes admitirmos isso, acho que mais cedo começaremos a trilhar o verdadeiro caminha para a verdade.

Porque no fundo, eu entendo que é esse o caminho da espiritualidade. O duro e penoso caminho de desconstrução das nossas crenças, do entendimento do mundo e acima de tudo, um eterno auto-conhecimento. Porque é sempre sobre nós e sobre os outros. Ninguém evolui sozinho, ninguém vai a lugar nenhum sem o apoio de outros. Precisamos aprender a ouvir, a perdoar, a entender e a compartilhar.

Enfim... acabei quebrando um longo silêncio. Prometi não falar sobre religião e não causar polêmica, mas no fim, precisava por pra fora todo esse sentimento. Espero que ninguém se ofenda. E queria saber de verdade a opinião de vocês. Espiritualidade é uma coisa legal de abordar por aqui? Beijos!

Só uma observação. Caso não tenha ficado claro, não me denomino espirita. Porque para mim as religiões são contribuição e não um rótulo. Discordo de muitas concepções e práticas espiritas, mas quero entende-las. E digo mais, me interesso igualmente por várias outras religiões e filosofias esotéricas e orientais. Acredito na eternidade, no além da "matéria", na capacidade evolutiva e tenho a leve impressão que não é a primeira vez que "vivo". Isso é tudo que me sobrou de verdade até agora.

16 comentários

  1. eu nem preciso comentar nada, né? apesar de ter crescido diante de ensinamentos da espiritualidade, com o tempo fui estudando mais e desenvolvendo um entendimento maior... confesso que não tenho coragem de largar tudo para entender o material, como você fez, mas sempre trouxe comigo um amor incondicional, perdão, respeito. tenho muito a aprender ainda, MUITO, mas eu cresci acreditando que devo sempre fazer pelo outro e pelo mundo, como faria por mim mesma ou minha família... o único problema é que isso me fez uma pessoa tonta :/ hehehe

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    1. um aspecto negativo que podemos desenvolver quando adotamos um comportamento meio "cristão" (amor e perdão) e não julgar de acordo com a razão, mas pela emoção. O amor e o perdão na minha visão, não devem ser tidos como "sentimentos" mas um estado de consciência, onde construo uma relação de afeto com o próximo e onde busco não me apegar a sentimentos destrutivos.

      tem uma noção muito legal baseada na filosofia Kantiana e Piagetiana de que a Justiça seria o principal fator de evolução moral. Uma ideia geral de que, quanto mais nos aproximamos dela, mais nos elevamos moralmente. Acredito muito nisso, afinal, a Justiça é a única coisa que NUNCA é demais e NUNCA é de menos. E é sempre necessária.

      O amor pode ser demais (ele estraga as vezes), assim como o afeto, a bondade, a caridade, a tolerância.... tudo isso pode ser demais em algum momento e nos fazer agir como "idiotas".

      mas a justiça jamais e é por isso que é tão difícil alcança-la.

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  2. Como pedido, vim aqui ler seu post (eu já leria mesmo sem pedir :P ) e sei exatamente o que está passando pela sua cabeça. Quando eu era pequena, ainda com uns 12 anos, tive uma decepção muito grande com o catolicismo/cristianismo o que me fez afastar e buscar um outro caminho que parecia gritar mais alto. Conheci o kardecismo, tenho os livros e gosto muito da maneira como eles encaram a espiritualidade, mais pro lado da ciência. Não percebi atitude de "é assim porque é" e por não ter tantos dogmas (não posso afirmar com 100% de certeza), comecei a me abrir pro lado do espiritismo. Sou uma pessoa muito sensível e desde pequena me atrai muito por pesquisar sobre outras vidas, o que há lá fora e o que é, afinal, a nossa existência. Respostas prontas e repetidas não me agradam e minha curiosidade em saber o que há por trás das cortinas do mundo, me tornaram a pessoa que sou hoje, super curiosa com tudo!

    Quando começamos a buscar, é normal que rejeitemos o lado religioso, mas no sentido da fé cega, e foi isso que fiz. É meio contraditório, mas ao mesmo tempo em que eu sei que há muito a ser explicado ainda - e eu quero entender - também passei a não acreditar em tudo. Como diz um amigo meu, temos que sempre usar o nosso filtro, pois no fundo nós sabemos o que é o melhor pra nós mesmos. "Use o filtro, menina" são as palavras que deixo pra você. :)

    Acho que o melhor que podemos fazer é tentar equilibrar o racional com o espiritual (e por que não tentar uma espiritualidade racional?). É assim que vivo. Não consigo ter fé cega por algo só porque todos dizem que é o melhor pra mim, mas também sei que há algo além...

    Lendo seu post, me veio em mente o budismo. Você já estudou sobre o budismo? Sabe sobre a filosofia budista, independente do caráter religioso que adquiriu ao longo do tempo? Acho interessante que você procure também, pois usa muito a razão e a ciência pra explicar alguns fenômenos. O budismo como surgiu é ausente de dogmas e buda mesmo falava pra não acreditarem cegamente no que ele dizia, pra que experimentassem antes e tirassem suas próprias conclusões.

    Achei fantástico seu post e seu desabafo, sempre que quiser podemos trocar figurinhas sobre esse assunto, pois acho que temos muito em comum e também estou eternamente buscando... Já conheci um pouquinho de cada filosofia por trás de algumas religiões (hinduismo, budismo, espiritismo) e tenho muito interesse em tudo isso. :)

    E continue escrevendo sobre religiões! Acho que é algo a ser conversado SIM, pois religião é diferente de religiosidade e fé. Adorei que você quebrou o silêncio, e o espiritismo é um caminho muito bonito e iluminado a seguir.

    beijos!
    Camile { Blog Camilando }

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    1. Seu comentário é um dos mais importante pra mim, porque como você disse, somos muito parecidas nesse aspecto.

      e sabe? fiquei em um grande dilema se estudaria o espiritismo ou o budismo, mas optei pelo primeiro porque acho que vai rolar uma identificação mais fácil nesse primeiro momento, sobretudo pela similaridade e influência do cristianismo.

      Acredito que é apenas uma ponte, pra entender e buscar coisas maiores. Já nem comecei a estudar profundamente eu não acredito em várias coisas que os espiritas acreditam. Por isso prefiro não me rotular. Encaro como um momento de aprendizagem e absorção do que é bom :) Usar o filtro é sempre necessário!!!

      E por fim, para mim, a espiritualidade sem racionalidade é emoção. Por mais que tenhamos nossas intuições (que chamamos de fé), é na racionalidade que caminhamos em busca das verdades que tanto almejamos. Pra mim, uma nunca está descolada da outra! ^^

      Beijocas Cami!

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  3. Aline9.12.13

    também tenho grandes magoas do cristianismo. Lendo seu post super me identifiquei.

    diziam que a gente tinha que amar o próximo, mas sempre foram os primeiro a tacar pedras. Não pode isso, não pode aquilo. Sempre com base na coerção e no medo.

    Até que cresci... mas me deixou marcas sabe? Ainda dói pensar que poderia ter sido mais livre, mais feliz e mais criança.

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    1. :( Oh Aline... eu sei bem como é.

      Não culpo meus pais, mas deixei bem claro pra eles que poderia ter sido diferente, se eles não tivessem me obrigado a ir na igreja quando pequena. São marcas profundas que a gente as vezes tenta se livrar sabe? mas parece que não dá.

      Eu já fui muito fundamentalista, até perceber quão hipócrita, ignorante e arrogante estava sendo. Isso me dói porque eu queria ser uma pessoa boa, mas sempre me desviava desse foco tendo que defender dogmas ou debater coisas sem sentido (como... "usar piercing é errado?!")

      Mas olha, o que passou, passou. tenta ver como um aprendizado. Canalizar a magoa pra sua própria evolução e não pra ofender ou denegrir outros. Sei que no começo parece difícil, mas o tempo ajuda... No começo eu queria criticar toda hora tudo que um cristão qualquer fizesse, até perceber que a minha atitude não era melhor do que a de qualquer um deles.

      Por isso, opinar, debater sim. Criticar por estar magoada é um triste caminho pra frustração. Esse é meu conselho.

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  4. Ei, Jess. Entendo bem como é isso. Eu me encontrei mais no Budismo, que é uma religião mais racional e sem Deus, mas que segundo Dalai Lama, cuida de nossa espiritualidade, de nossa compaixão pelo outro. E Buda mesmo dizia "Não acreditem em tudo o que eu digo. Questionem". :}
    O Cristianismo me apavora às vezes, assim como as "pessoas de bem". Não posso generalizar, mas muitas destas são bem conservadoras, e não se permitem realmente amar o outro: excluem, mais do que incluem. :{
    Essa coisa de colocar Deus como o centro de tudo, sentar e esperar milagres, culpá-lo quando tudo der errado,só tira de nós o papel de correr atrás de nossos sonhos e agir ao invés de esperar :<
    Beijo, Jess <3

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    1. eu tenho a leve impressão que vou gostar mais do budismo mesmo! rs essa questão de não ter um deus controlador da vida dos homens é o que mais se aproxima do que acredito. Da autonomia dos homens, do sue poder criativo (e destrutivo).

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  5. Nunca consegui me encaixar em qualquer religião; sempre via amarras em mim, e desde então prefiro o caminho do ateismo.
    Espero que você encontre sua felicidade e cresça como ser humano na religião - ou não-religião - que escolher!

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    1. Eu não consigo me dizer ateia porque sei lá, entro de mim tem uma sensação muito forte que a vida não é só isso sabe? talvez eu seja louca, talvez não.

      O meu problema com o ateísmo é o mesmo com as religiões dogmáticas. nada contra quem se identifica, mas acho um problema quando isso cega e impede a pessoa de ir além ;)

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  6. Eu não tenho uma religião pra chamar de minha, mas já frequentei quase todas em busca de respostas que até hoje não encontrei. Me identifiquei mais com algumas e outras eu quis sair correndo.
    Já frequentei Testemunhas de Jeová, Igreja católica, Espiritismo, candomblé, Secho no ie, judaísmo e etc. Hoje, acredito em Deus, em uma força maior, que me apego sempre que as coisas ficam difíceis. Não me considero de uma religião especifica, mas continuo vistando todas elas e agregando a minha vida aquelas coisas que acho interessantes e que fazem sentido dentro daquilo que eu busco.
    E sobre os livros, já li todos e até hoje tenho em casa. Vale a leitura.
    Beijos.

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    1. acho que no fundo é sempre por ai.
      Conhecer várias, absorver oque há de bom em todas elas.

      E se no fim, alguma te agrada mais, fazer sue papel nela. :)

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  7. Oi, Jess também cresci num ambiente cristão. Acho que isso foi bom, hoje tenho valores dentro de mim que certamente me fazem uma pessoa melhor.
    Em contra partida, depois que cresci, também tive os mesmos questionamentos.
    Nunca me aprofundei em nada, mas por pura opção.
    Tudo o que é demais ou de menos faz mal...
    Ser extremista não leva ninguém a lugar algum...

    Hoje eu acredito num Deus, acredito que Ele olha por nós mas, Ele mesmo é tão bom que nos deixou escolher nossos caminhos...
    Não vou a igreja, não dou dízimo, não me restrinjo ao me vestir, faço tatuagem...leio a Bíblia.
    Me considero uma pessoa espiritualizada, humana... e sou totalmente a favor do conhecimento. Por isso não julgo, não obrigo e adoro um debate sobre qualquer religião.
    O que importa é ter um negócio difícil de entender e definir... fé!
    Kiss

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    1. muita coisa boa aconteceu por eu ter nascido em lar cristão, hoje eu reconheço isso. No entanto, sempre estive em um meio mais fundamentalista, isso também me machucou muito ao longo dos anos.

      Quando somos pequenos, não temos muita escolha, somos influenciáveis e isso nos torna vulneráveis também. Por um tempo me privei de coisas que gostava por dogmas que nunca fizeram muito sentido. Como não sou do tipo "enfrentamento", sempre me calava e obedecia. mas por dentro, não concordava.

      Quando enfim tomei coragem para abandonar e seguir meu caminho, eu já tinha 18 anos. e foi a melhor coisa que já fiz na vida... Comecei enfim, a ser eu mesma e trilhar meu próprio caminho.

      E no fundo é isso que vc disse, extremismo não é uma coisa boa e no fundo, é o que a gente faz que conta no final né?

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  8. Ola

    Gostei muito este blog. Senti-me em casa. Continua a escrever pois sabes faze-lo muito bem. E bom encontrar pessoas que parecem ter ideas proxima das nossas.
    Vitor Santos

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