5 de novembro de 2014

Sobre fracassos e sucessos

Hoje é dia do designer e eu estou tão feliz. É o segundo ano que posso de fato comemorar esse dia como alguém que está na área, buscando, aprendendo, me formando e alçando novos projetos. Tudo isso me fez refletir muito hoje sobre minha vida e o quanto eu tive que me perder para hoje estar onde estou. Sempre fui muito cabeça dura, queria provar algumas coisas para o mundo, tentando moldar um eu diferente do que as pessoas esperavam. Grande besteira. Mas não desnecessária. Eu simplesmente acho que tinha que aprender as coisas da minha maneira, não adiantava ninguém me dizer. Eu precisava provar tudo que eu provei para compreender que no fundo, eu não precisava provar nada para ninguém. Confuso né? Mas acho que vocês vão entender. Vou contar algo que eu acho que nunca contei por aqui, uma pequena história dolorosa sobre a minha vida, mas que foi o divisor de águas para eu estar exatamente onde estou hoje.

minha mesa de trabalho hoje, feliz como eu! :D

Quase todos vocês devem saber que eu estou para me formar como pedagoga certo? Bom na verdade acho que muita gente ainda se surpreende com isso, porque realmente é bem difícil me enxergar na profissão. No entanto isso é uma realidade e tem tudo a ver com a minha história de vida, ou pelo menos uma parte dela da qual não falo muito aqui no blog. Acontece que apesar de gostar muito da área, foi justamente da enorme frustração que eu sentia por não conseguir lidar com os percalços desse universo que fiquei em grande depressão por um tempo e cheguei a achar que eu não servia para nada nesse mundo. Tudo isso começou desde o primeiro dia que pisei na universidade, mas teve o seu estopim em um episódio que relatarei abaixo. 

Algum tempo atrás, uma docente da universidade onde estudo (curso de educação) me chamou em sua mesa para me "questionar" acerca das minhas escolhas. A intenção dela ela muito clara (suas motivações também), ela simplesmente não conseguia compreender o que eu estava fazendo ali, porque para ela, uma doutora que nunca pisou em sala de aula, gabaritada no melhor estilo lattes, eu era um fracasso completo. Uma aluna que não conseguia seguir as normas acadêmicas, sem a menor chance de um dia sequer conseguir uma bolsa de estudos de iniciação cientifica (que dirá um mestrado, ou doutorado!), uma das piores alunas do curso, que não tinha condições, segundo ela, de sequer exercer a profissão como educadora¹. Ela me disse isso com todas as palavras, e eu ali, sentada em sua frente me sentindo o pior ser humano do planeta, só conseguia dizer para eu mesma, que eu não servia mesmo para nada. 

Aquilo foi tão humilhante, mas tão terrível para mim, que eu não consegui lidar. Eu sabia que não era de todo verdade, mas no fundo do meu coração não importava, porque eu me senti daquele jeito, eu me sentia um fracasso e nada poderia mudar aquilo. Apesar das boas notas que eu tinha, dos projetos incríveis que desenvolvi e dos poucos professores que me consideravam excelente aluna, eu me sentia um grande fracasso. As palavras daquela professora só reforçaram esse sentimento. Nada me fez tirar aquilo da mente, chorei por dias, me senti perdida e não pisei mais na universidade por meses e meses. Mesmo tendo ciência da gravidade dos fatos, eu não tive sequer força para recorrer de algum modo. Eu me fechei, me calei e internalizei toda aquela questão. Porque apesar da atitude dela ter sido completamente errada em uma coisa ela estava certa: ali não era meu lugar. Não pelos motivos que ela alegou, mas por outros que eu descobriria muito depois.

Todo esse conflito foi tão doloroso, mas tão rico que me ensinou muito sobre a vida. As vezes, nas piores situações a gente aprende as coisas mais importantes da nossa passagem por essa terrinha. E eu comecei a enxergar que precisava parar de me sentir um fracasso e que talvez, a solução para isso era parar de tentar idealizar as coisas e simplesmente deixar a vida trazer coisas novas. Foi nessa época que eu comecei a me dedicar mais aos meus trabalhos freelancers como designer. Era tudo tão amador, tão sem futuro para mim. Uma forma de ganhar um dinheiro e me sustentar por um tempo. Mas eu até que era boa naquilo. Consegui clientes atrás de clientes, as pessoas me procuravam por gostar do meu estilo. Não fazia muito sentido, porque eu nem tinha uma formação. Mas comecei a pensar que talvez eu deveria ter. Que talvez, aquilo no qual eu já tinha um certo êxito, poderia ser algo legal para se fazer na vida. E assim, sem nenhuma grande perspectiva, comecei a procurar cursos, a estudar pra valer e me profissionalizar. E nessa banalidade da vida eu me encontrei. Descobri que era justamente aquilo que eu fazia com maior facilidade, o que eu mais amava fazer. O lugar no qual eu poderia ter o tipo de sucesso que eu sempre busquei: aquela sensação gostosa de estar no lugar certo, fazendo algo no qual eu me sentisse alguém. 

O design foi minha cura interior. Acho que por isso que eu amo tanto essa área. Sabem... Enquanto escrevo, lágrimas escorrem do meu rosto, por que pela primeira vez na vida, eu me sinto completa. A primeira vez que entrei no curso na área eu tive uma certeza tão grande dentro de mim que tudo aquilo era meu universo. Que aquele mundo era meu mundo e aquela gente, minha gente. As pessoas me entendiam, minhas ideias não eram malucas demais, nem mesmo fúteis. Meus gostos não eram absurdos, eu podia ser quem eu gostava de ser. Me vestir da forma que me sinto bem, falar dos assuntos sobre os quais eu realmente me interesso, e acima de tudo, eu não era uma fracasso. Mas alguém com perspectiva, com grandes chances de construir coisas inovadoras e úteis para as pessoas. 

Achei que fosse importante falar sobre isso hoje, porque sei que nesse momento, várias pessoas estão perdidas como eu estava. Talvez até sofrendo por não ter tido o privilégio de se encontrar. O que eu posso dizer para vocês? Acontece. Há tantos motivos que nos impedem de buscar o autoconhecimento e o pertencimento no mundo que seria superficial se eu os abordasse aqui. O que eu posso dizer é que essa busca nunca é demais. Não devemos desistir, nem mesmo deixar que os anseios da sociedade sejam a última palavra em nossas escolhas. Podemos ser qualquer coisa que quisermos, mesmo que isso leve uma vida toda (ou mesmo mais que uma vida). 

Uma coisa na qual me recordo bem, é que no meu primeiro dia da universidade, eu tinha 17 anos, era uma garota perdida buscando um sucesso e um exito que todo mundo esperava de mim. Hoje, sou uma mulher de 23 anos, buscando o sucesso que eu espero de mim mesma. A realização de uma vida plena, vivida a partir das coisas que desejo, independente do quanto dinheiro ou reconhecimento eu terei por isso. É até engraçado dizer, mas no design tudo é tão mais natural para mim, que eu vou crescendo a cada dia, aprendendo me meu tempo, evoluindo e pronto. Sem maiores pressões, sem maiores reflexões filosóficas sobre a validade do meu trabalho, ou do meu lugar no mundo.

Gostaria de finalizar essa reflexão, dizendo para vocês que de certa forma, tudo acabou se encaixando. Hoje eu tenho a leilou, estou concluindo minha primeira formação na área (e muitas outras virão) e tenho planos de percorrer muitos caminhos nessa área e ainda me achar muito mais dentro dela. Até mesmo na área da educação boas coisas aconteceram. Consegui superar o grande trauma que vivenciei com aquela ser-humano citado acima, retornei para o curso e vou TIRAR MEU DIPLOMA SIM!!!!! porque não vou deixar uma pessoa dizer onde eu posso ou não ir. Independente de não querer construir uma carreira na educação, eu gosto MUITO e já provei para todos que capacidade para ser professora não me falta. Quero meu diploma porque um dia eu vou estar em sala de aula e vou fazer aquilo que eu sempre quis, trabalhar com os alunos não para pagar minhas contas no fim do mês, mas porque realmente quero passar para o mundo, todos os conhecimentos que um dia me foram passados².

E é isso, é a vida, vivendo e aprendendo. Achei que jamais conseguiria contar isso para alguém, mas estou aqui hoje, dividindo para centenas de pessoas que talvez eu nem conheça. Acho que isso quer dizer que de alguma forma eu amadureci. Sou grata a vida por ela ser tão fantástica. Pois é como dizem, há males que vem para o bem, basta a gente querer extrair o melhor de cada situação.

Um grande beijo e obrigada por me ouvirem! (ou lerem né? risos).

Algumas notas:


¹ sei da gravidade do que vivenciei. Essa docente que citei no post cometeu um grave erro ao me coagir dessa forma. Isso implica em processos administrativos dentro da academia, ou mesmo judiciais, a medida que fiquei até doente, devido o ocorrido. Jamais uma educadora ou professora (que dirá alguém que tem DOUTORADO em educação) poderia questionar as capacidades de alguém da forma que ela o fez. Muito menos com a finalidade de humilhar (que claramente foi o que ocorreu). Tampouco pelos motivos alegados por ela (que eu nem vou citar). Porém, na época eu estava tão fraca que não tive nenhuma condição de emplacar nada, nem mesmo contar a ninguém. Poucas pessoas ficaram sabendo do ocorrido e eu as fiz jurar que isso não ia vazar, porque apesar de tudo eu tinha medo daquilo se tornar algo maior e eu sofrer ainda mais com a exposição. processos são coisas complicadas que geram visibilidade. E se hoje, já é tãooooooo difícil para mim ir lá, imagina se tivesse ganhado maiores proporções? Eu me calei. Não me orgulho, mas honestamente? Não conseguiria fazer nada diferente.

² Eu defendo que a educação é uma profissão que deve ser valorizada e reconhecida como tal. Sei que quem educa tem muito amor, mas precisa pagar as contas no fim do mês. Quando eu disse que não quero ser uma professora pelo salário é porque eu sou muito idealista e não consigo fazer da educação uma profissão.Por isso gostaria de um dia dar aula, mas sem depender do salário para viver.

23 comentários

  1. Que bom que no final você se encontrou! Eu não consigo imaginar você como pedagoga, tens a cara do design! Que lindo "final feliz" você teve!

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  2. belíssimo texto, desabafo e incentivo Jess! eu gosto muito do seu trabalho e ninguém tem o direito de dizer o que a gente tem que fazer ou não, as pessoas são doentes por acharem que têm esse direito.
    parabéns e muito sucesso!

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    1. obrigada stephanie, de coração <3

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  3. Eu acho que entendo (um pouco) pelo que você passou quando essa pessoa te humilhou e te fez desistir de algo. Passei por algo semelhante e foi de uma pessoa bem próxima, mas enfim... Fico feliz que você tenha "se achado" nesse enorme mundo de possibilidades. Parabéns pelo seu dia e te desejo, de coração, muito sucesso e alegria nesse caminho profissional. <3

    [N]ayh's Wonderland

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  4. Poxa, fiquei até sem ar enquanto lia o texto! Uma história emocionante, apesar de você ter passado uns perrengues aí no caminho! Fico muito feliz que tenha conseguido superar tudo isso e, hoje, estar bem consigo mesma! Espero que você se encontre cada dia mais no design e que toda essa história vire um pontinho lá no passado! Beijo!!

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  5. Olá. Cheguei ao seu espaço agora mesmo e comovi-me com a sua história. Devo confessar que você saio por cima. Porque a sua sensibilidade, o seu talento e o seu percurso só mostram que é um ser humano bem melhor que essa professora. E no final de contas isso é que é o importante. Você sofreu, mas conseguiu encontrar um caminho que a completasse. Falta de empatia ou sensibilidade é muito mais difícil de arranjar. Ou se tem ou não se têm. Desejo muito sucesso e alegria e sobretudo se um dia se transformar em professora que consiga inspirar os seus alunos a encontrar o caminho que mais os faz feliz.

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    1. obrigada e seja sempre bem vindx :)

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  6. Que texto lindo, Jess. Eu diria que é uma declaração ao autoconhecimento e o que ele pode nos proporcionar. A "doutorada" foi o estopim para você se encontrar, mas também espero que ela se encontre e não seja apenas uma pessoa infeliz que desconta seus dramas nos alunos, porque isso definitivamente não é ensinar. Eu também mudei os meus rumos entre faculdade-trabalho na prática, e hoje estou muito feliz com o que aconteceu. Fico muito contente que você tenha se encontrado tão cedo. Porque já pular da escola para a faculdade é um pouco desumano (eu também fiz isso...) Com certeza haverá muitos trabalhos e caminhos para você escolher, aprender e ser feliz através do Design. Parabéns pela escolha! Seu texto vai ajudar muitas pessoas se encontrarem também.

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    1. eu tbm espero patricia! De verdade, desejo que ela perceba o quanto ela precisa evoluir para além do seu currículo lattes. Acredito que quando a gente supera uma questão é até fácil perdoar e perceber que o "mal" que aquela pessoa nos causou, talvez no fundo, faça mais mal para ela do que já fez para gente.

      obrigada por seu comentário!

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  7. Olha, acompanho seus posts mas quase nunca comento aqui, e vim só dizer que você é fera. Abrir o coração assim não é para qualquer um, e estou admirada com sua força de vontade. Parabéns por levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima :)

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  8. Olha, acompanho seus posts mas quase nunca comento aqui, e vim só dizer que você é fera. Abrir o coração assim não é para qualquer um, e estou admirada com sua força de vontade. Parabéns por levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima :)

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    1. Obrigada :) e seja sempre bem vinda a comentar e visitar meu espacinho!!

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  9. Não sei muito bem o que dizer depois de ler tudo isso. Realmente, vc nem me conhecer, e isso é meio estranho, não quero parecer uma estranha intrometida, mas ler isso me ajudou de alguma forma. Tenho 3 anos a mais que vc na idade, e definitivamente ainda não me encontrei nem consegui me livrar da pressão que vem principalmente da família, e a pior pressão de todas, a que imponho a mim mesma por me achar velha demais, por achar que perdi o timing sabe?! Tenho quase 26, não fiz faculdade, não tenho amigos, não me sustendo, moro com parentes e antes de chagar até aqui passei por muitas coisas que ainda não consigo contar nem pra o diário que tento escrever pra me ajudar a me (re)encontrar, Joguei grande parte da minha adolescência fora tentando ser madura e aguentar todos os problemas do mundo sozinha, hoje só vejo o quão imatura eu fui e ainda sou por não conseguir fechar essas lacunas que eu mesma criei.

    Não quero me alongar, muita mais, aqui. Seu post me inspirou a pensar na (minha) vida exatamente pelo motivo pelo qual vc diz ter se encontrado. Fica evidente o quanto o design é importante pra vc, tava procurando informações sobre cursos técnicos na área, e sabe deus como, cai aqui, nunca mais deixei de visitar o blog. Sua paixão pelo design me cativou, me deu um pouquinho mais de esperança de me encontrar. Ainda não aconteceu, acabei me frustrando com o curso técnico que tentei fazer aqui na minha cidade. O medo de ser engolida pelo tempo e do meu tempo passar e eu perder todas as oportunidades faz da minha vida uma guerra diária, mas ler seu post me animou um pouquinho. Seu blog me trás sempre boas inspirações, por isso, muito obrigada!

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    1. eu fico muito, mas muito feliz que meu post tenha sido uma inspiração.
      Me solidarizo com seu sentimento e de verdade, estou aqui torcendo para que você seja iluminada a achar o seu caminho no mundo <3 e que a pressão da sociedade que prega o "sucesso" como forma de reconhecimento e prestigio, não ofusque essa sua busca pelo auto conhecimento. ♥

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  10. Caramba, Jess. Caramba!

    Li o texto todinho e por incrível que pareça ele veio em uma hora muito boa pra mim. Isso tudo que você passou eu já passei também, apesar de situações diferentes. Te juro que meu coração doeu por você porque eu SEI BEM como é se sentir um fracasso.

    Quase chorei em certas partes porque parecia que aquilo tudo que você falava tinha sido escrito pra mim. Eu tenho 24 anos e por coisas da vida eu nunca pude fazer faculdade. Esse ano as coisas facilitaram e eu pensei "por que não?" e corri atrás. Fui na faculdade e quando eu respondia qual era a minha idade as pessoas riam. O que uma pessoa de 24 (25 em 1 mês) tá fazendo na faculdade? Aqui a taxa de pessoas que começam faculdade nessa idade é super baixa. Mas é uma coisa que eu sempre quis desde pequena, não por obrigação, mas por querer conhecimento vindo de alguém que sabe mais que eu.

    Não sei se isso é sempre aparente, mas eu sou muito fraca. Eu me castigo por tudo, acho que eu não tenho capacidade pra nada e tô quase desistindo da faculdade por ter medo de não conseguir/não aguentar/ficar pra trás na sala de aula/me julgarem pela idade e pelo pouco que eu sei.

    Tô com 24 anos, não trabalho com algo que eu realmente gosto, moro longe da minha família, não tenho uma casa pra chamar de minha, não sei pra onde eu tô indo, não tenho talento PRA NADA, não sou boa EM NADA e pra piorar, não tenho um pingo de auto-confiança como dá pra perceber.

    Fiquei muito feliz que você veio aqui escrever um texto que conta da dificuldade que você passou e que, mais importante ainda, conta que você se superou através de algo meio inesperado. Ainda me dá esperança que o mesmo vá acontecer comigo.

    Obrigada pela força, e ainda que ela não tenha sido dirigida diretamente a mim, ela vai ajudar. :)

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    1. Poxa Babi, te compreendo!
      quando a gente se sente assim, é horrível. Nada parece fazer sentido.
      Mas uma coisa tenho certeza, NADA, mas NADA mesmo é eterno. Uma hora a gente se encontra.

      Sobre a faculdade, eu imagino que deva ser difícil, mesmo aqui tem essa pressão. Mas sabe, no meu primeiro dia de aula tinha uma colega da minha turma com 63 anos de idade buscando o sonho dela.
      e sabe?

      Ela se formou primeiro que eu.
      Tenho um grande orgulho dela.

      Nunca é tarde para começar. Mesmo que os outros achem isso, nunca é mesmo!

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  11. Que história linda, Jess, principalmente por causa da sua superação.
    Acredito que quando queremos que algo em nossa vida mude, devemos mudar primeiro nosso interior, nossa maneira de olhar e encarar as coisas. E foi exatamente isso que você fez. Você mudou e foi juntando os cacos e hoje faz um trabalho lindo, que muito admiro!

    Te desejo mais sucesso e que continue espalhando por ai todo o seu amor! <3

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  12. Nossa! Definitivamente Deus trabalha na nossa vida de formas que as vezes nem achamos que ele está nos mostrando algo.
    Foi ótimo ler seu post de hoje. As vezes tb mentimos por tanto tempo para nós mesmos, fingindo que sabemos onde é o nosso lugar. Com certeza você vai ajudar muitas pessoas que lerão o que você escreveu e com certeza me tocou muito!

    BJs,
    Karyne
    Blog do Sofá

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  13. Jess, tem sido tão legal te conhecer melhor pelo seu blog! Já te falei antes e tenho que repetir: Menina, você me inspira muito! Uma pessoa bem mais nova do que eu e cheia de experiência de vida, cheia de vontade de fazer, e fazer sempre o melhor possível, com o maior capricho do mundo! Admiro muito sua história, sua garra e seu talento! Eu sou uma designer que ainda não se encontrou tanto assim no mundo do design, mas o bom é que eu tenho uma vida toda para experimentar bastante! :) Bjão pra vc!

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  14. Eu acabei de chegar aqui (esse foi o primeiro post que eu li!) e não podia deixar de comentar! Mais que qualquer coisa, queria te parabenizar pela coragem de expor essa história aqui. Eu vi vários comentários aqui a cima de outras pessoas falando sobre essa questão da pressão, de se deixar levar pela opinião de outras pessoas sobre o que a gente deve fazer com a nossa vida. Eu acho que todo mundo, mesmo que de maneiras diferentes, com histórias diferentes, passa por isso e isso acaba deixando a gente insegura, impede a gente de se desenvolver, de se conhecer, de seguir em frente.

    Eu também estou passando por um processo desse, e sei o quanto é difícil seguir os próprios sonhos, ainda mais quando eles não batem com aquilo que é esperado da gente. Parabéns pela superação, pelo blog, pelo testemunho :) Bjs

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